Contra o golpe; plebiscito e diretas

(Artigo de João Alfredo Telles Melo,professor, advogado e vereador pelo PSOL em Fortaleza)

55 votos (no Senado) X 54 milhões (nas urnas).
Um processo aberto na Câmara por um desafeto da presidenta e de seu partido, retaliando o processo de cassação de seu mandato de deputado.
Um pedido de impeachment encomendado (e pago!) a uma "jurista" pelo partido derrotado nas eleições presidenciais.
A falta de fundamentação legal para as razões do pedido de impeachment, já que práticas semelhantes (as chamadas "pedaladas") já haviam sido realizadas não só por ex-presidentes, mas, também por ex e atuais governadores, inclusive o relator do processo no Senado; prática esta que era considerada legal até ontem pelo TCU.
Um "tribunal" político - o Congresso Nacional - onde a maioria de seus membros é composta de investigados ou até réus em diferentes processos de corrupção, inclusive, na operação Lava Jato.
Um judiciário politizado até à medula, que - desde a ação ousada de juízes de primeiro grau, através de "pequenos golpes" (como o vazamento seletivo,que atingiu até a presidência da República, e o impedimento da posse de um ministro), até a complacência conivente da mais alta "corte" (o nome é sugestivo!) do país - teve participação ativa para garantir a "roupagem legal" do processo de impeachment.
Uma mídia, cuja principal rede de comunicação (que, lembre-se, sempre foi regiamente cevada com dinheiro público, inclusive dos governos petistas) funciona como um verdadeiro partido político e que, como porta-voz das classes dominantes e de suas elites políticas, teve papel fundamental para (de)formar a opinião pública favorável à destituição da presidenta.
Aí vêm dizer que não foi GOLPE???
GOLPE, sim. Institucional, legislativo, midiático e, acima de tudo, inconstitucional! É preciso reafirmar SEMPRE!

Portanto, está mais do que na hora de devolver ao povo o que lhe foi roubado - sua SOBERANIA!
A votação de hoje antecipa já a cassação definitiva de Dilma e a entronização definitiva do golpista e usurpador Temer, com seu saco de maldades contra o povo brasileiro.
Por isso, temos que lutar por NOVAS ELEIÇÕES.
Eleições gerais, porque esse congresso, por sua maioria, perdeu completamente a legitimidade, ao "legitimar" o Golpe.
Por isso, devemos propor um PLEBISCITO, para que o povo decida se quer ou não ELEIÇÕES GERAIS neste ano.

DIRETAS JÁ!
Que o povo retome o poder que lhe foi usurpado!

João Alfredo Telles Melo, professor, advogado e vereador pelo PSOL em Fortaleza.

 

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