Comunicado do Nouveau Parti Anticapitaliste – NPA (Novo Partido Anticapitalista da França) sobre os atentados em Paris no dia 13

Os atentados horríveis que aconteceram em Paris na sexta-feira à noite, provocaram mais de 120 mortos e dezenas de feridos. Esta violência cega provoca revolta e indignação. O NPA compartilha dessa revolta e dessa indignação, e expressa sua solidariedade com relação às vítimas e suas famílias. Este drama causa mais indignação, já que atinge vítimas inocentes, e pelo fato, desses ataques assassinos terem tido como alvo a população.

Essa barbárie abjeta, em plena Paris, responde à violência cega igual e ainda mais assassina dos bombardeios praticados pela aviação francesa na Síria, devido às decisões tomadas por François Hollande e seu governo.

Esses bombardeios combatem, supostamente, o Estado Islâmico e os terroristas yihadistas. Ao mesmo tempo em que, a intervenção e os bombardeios russos protegem o regime do principal responsável pelo sofrimento do povo sírio, que seria: o ditador Assad.

E mais uma vez, a população civil, os cidadãos comuns, neste caso, são as principais vítimas condenadas a sobreviver sob o terror ou a fugir arriscando suas próprias vidas.

Em busca do controle das fontes de abastecimento de petróleo, a barbárie imperialista e a barbárie islamista se nutrem mutuamente.

Em um pronunciamento lamentável, Hollande se descompensou ao vivo, balbuciando algunas palabras sobre a República Francesa. Ele que, ao participar de guerras, e que tem, portanto, uma responsabilidade imensa nesse drama, atreve-se a pedir confiança para a população francesa. Hollande decretou o estado de sítio e o fechamento das fronteiras em todo o território, deixando claro que a primeira resposta, que tem que ser levada a cabo, é a de pisotear as liberdades fundamentais, Medida essa, que foi imediatamente apoiada por Sarkosy. Assim, as autoridades públicas, a partir de agora, podem desse modo proibir as reuniões públicas e controlar a imprensa.

Mais uma vez, os principais responsáveis por essa onda de violência selvagem fazem um chamamento à unidade nacional. Tentam se utilizar dessa situação dramática, para tirar proveito da mesma e acalmar a indignação e a revolta. Dispõem para isso de um bode expiatório muito claro: os muçulmanos. Nós (do NPA) repudiamos toda a unidade nacional em torno dos responsáveis pelas guerras, assim como também, em torno da burguesia, de Hollande, de Sarkosy e de Jean Marie Le Pen. Denunciamos o racismo destilado pelo Estado em nome dos pretendidos “valores da República”, no mesmo momento em que, sob a denominada luta contra o terrorismo, são os direitos fundamentais que estão sendo ameaçados. Exigimos o levantamento do estado de sítio.

A única resposta às guerras e ao terrorismo seria a unidade dos trabalhadores e dos povos (independente de sua origem, sua cor de pele e de suas religiões), para lutarem juntos, além de suas fronteiras, contra todos aqueles que querem calá-los e submetê-los, a fim de acabar com esse sistema capitalista que implica barbárie.

Para acabar com o terrorismo, é preciso acabar com as guerras imperialistas, que têm como objetivo perpetrar a pilhagem das riquezas dos povos que são dominados por empresas multinacionais, assim como também, impor a retirada das tropas francesas de todos os lugares onde as mesmas estão presentes, como: na Síria, no Iraque e na África.

Montreuil,

14 de novembro de 2015

 

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