Ocupamos as ruas no dia 20 contra a ofensiva de direita e a política de arrocho de Dilma Rousseff

Neste dia 20 de agosto ocuparemos as ruas de Fortaleza junto a movimentos sociais e organizações sindicais comprometidas com as lutas do povo explorado e oprimido para afirmar que a saída para crise deve ser pela esquerda.

Reivindicamos a pauta construída conjuntamente com uma série de entidades nacionais que compõem a Frente de Reformas Populares, a qual denuncia o ajuste fiscal, o avanço conservador, a retirada de direitos e exige o Fora Eduardo Cunha (PMDB) do Congresso Nacional.

O PSOL, desde sua fundação (há cerca de 10 anos), sempre compôs a oposição de esquerda a este governo. Para nós, portanto, não cabe defender Dilma Roussef (PT) e sua política econômica neoliberal: de ataques aos direitos trabalhistas, de corte nos investimentos sociais e aumento dos juros. Se é preciso fazer ajustes nas contas públicas para enfrentar a crise, que seja no bolso dos mais ricos, aqueles que sempre se beneficiaram dos recursos públicos. Esse não é um governo de esquerda e sua prioridade está mais que evidente: são as elites do Brasil, que representam o capital financeiro, o agronegócio devastador e as grandes empreiteiras que violam o direito de milhares de sem terra e sem teto deste país.

Para nós a “Agenda Brasil” proposta por Renan Calheiros (PMDB) e abraçada pelo governo federal, como alternativa para enfrentar a crise econômica e política no país, dando estabilidade para burguesia operar seus negócios, representa mais um feroz ataque ao povo trabalhador, pois amplia o processo de terceirização, além de pôr em risco a demarcação de territórios indígenas e quilombolas, facilitar o desmatamento - a partir da liberação indiscriminada de licenças ambientais, ampliar a idade mínima para a aposentadoria e abrir a possibilidade de cobrança no Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, abrir as portas para a sua privatização.

Do mesmo modo, nos colocamos na linha de enfrentamento a Eduardo Cunha (PMDB) e sua pauta conservadora e reacionária que vem sendo implementada no Congresso Nacional; como a redução da maioridade penal, a contra-reforma política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a lei antiterrorismo. Eduardo Cunha (PMDB), para aprovar o que é de seu interesse, utiliza de diversas manobras inconstitucionais na presidência da Câmara Federal, promovendo o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.

O que estamos vivenciando no Brasil é uma verdadeira ofensiva de direita, a qual intenta disputar o desgaste do governo petista através da disseminação do ódio, do fundamentalismo e da violência (cujo discurso percebemos que esteve presente no ato nacional do último dia 16). Nesse sentido, convocamos aqueles e aquelas que se reconhecem no campo da defesa da luta das mulheres, das negras e dos negros, dos LGBT´s, da juventude das periferias, das populações tradicionais, sem terra e sem teto, na luta da classe trabalhadora, a levartar-se contra Bolsonaros, Feliacianos, Aécios, Malafaias, etc, constituindo um grande bloco capaz de se contrapor e se insurgir contra o que eles representam.

Defendemos a taxação das grandes fortunas e a realização da auditoria da dívida pública. Somos contrários ao aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos. Consideramos os ataques aos direitos trabalhistas, como as MPs 664 e 665, que restringem o acesso dos trabalhadores ao abono do PIS, ao seguro-desemprego, a pensão por morte e ao auxílio defeso dos pescadores e o PL 4330, da terceirização do trabalho, como inaceitáveis.
Apoiamos as greves no serviço público federal, da mesma forma que nos mantemos em luta em defesa do serviço público estadual e municipal, contra o governador Camilo Santana (PT) e o prefeito Roberto Cláudio (PROS), que não respeitam os servidores e a população, privatizando bens públicos e deixando a saúde e a educação abandonadas e sem recursos.

Defendemos a saída da crise pela esquerda, através de mobilizações nas ruas pela ampliação de direitos e com o aprofundamento da democracia.

Só o poder popular e a auto-organização da sociedade será capaz de oferecer um verdadeiro caminho alternativo à esta crise.

É hora de ocupar as ruas e tomar nas mãos o curso da história. O PSOL estará ao lado daqueles e daqueles que não se renderam e não se venderam.

Nenhum passo atrás!

PSOL Ceará
Fortaleza, 19 de Agosto de 2015.

 

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