Lançamento da revista “Água para quem precisa” e mesa destacando a totalidade da luta ecossocialista, marcam a abertura do III Encontro Nacional Ecossocialista

O PSOL Ceará, durante os dias 04, 05, 06 e 07 de junho, em Fortaleza, sedia o III Encontro Nacional Ecossocialista do PSOL, que teve em sua abertura, nesta quinta-feira (04/06), uma importante mesa de discussão, contemplando a perspectiva totalizante do Ecossocialismo e o lançamento da revista e fôlder “Água Para Quem Precisa: água como direito humano e suporte à vida”.

Abrindo os trabalhos do encontro, o lançamento da revista e cartilha “Água Para Quem Precisa: água como direito humano e suporte à vida” - que reforça a campanha, animada pelo setorial Ecossocialista do PSOL Ceará, com o mesmo nome – representou a materialização da política elaborada pelo setorial no estado, efetivando em ações práticas de luta o debate político acumulado. A nova publicação contou o engajamento dos mandatos do PSOL “É tempo de resistência | Deputado Estadual Renato Roseno” e Ecos da Cidade | Vereador João Alfredo (Fortaleza), agregando tanto a perspectiva da necessária agitação politica e mobilização, com a fundamental disputa do saber acadêmico sobre o tema.

A revista e o fôlder possuem reflexões que abordam a atual crise hídrica generalizada, demonstrando que o Ceará não vive apenas uma severa estiagem, ultrapassando a questão dos ciclos naturais característicos do semiárido, mas se relaciona com as mudanças climáticas que já ocorrem e que deverão se agravar pelos próximos anos e está atrelada às opções políticas e econômicas dos governos que se sucederam nos planos nacional e estadual, e que impuseram um crescimento exponencial da demanda hídrica gerado pela chegada de grandes corporações e empreendimentos. Para Soraya Tpinambá (PSOL), uma das organizadoras da publicação, a revista “não é um ponto de chegada, mas de partida" de uma campanha que não se propõe somente à reflexão, mas também à ação prática, com mobilização junto aos movimentos e ativistas e ações legislativas no parlamento. Outro aspecto relevante da revista é a disputa no campo do saber acadêmico, a qual ela se propõe, “fazendo uma discussão de novos paradigmas” como destacou o professor José Carlos Araújo (CCA/UFC), um dos colaboradores da edição.

Contando com a participação do vereador de Fortaleza pelo PSOL, João Alfredo e dos militantes do setorial Paulo Piramba – Setorial Ecossocialista do PSOL – Luciene Lacerda (PSOL/RJ) e Alexandre Costa (PSOL/CE), a mesa de abertura do encontro foi responsável por demonstrara característica totalizante na luta ecossocialista: “o ecossocialismo perpassa por todas as nossas lutas; é interessante observar como isso interfere na vida das mulheres, dos negros e negras, na nossa juventude, nas lutas por moradia, nas lutas por saúde, todas essa pauta estão relacionadas com a questão ecossocialista” destacou Luciene.

Outro aspecto latente nas falas iniciais, e que deve perpassar todo o encontro, é a urgência em romper com o atual modelo de produção, que põe em risco toda a vida na terra “a nossa luta combate o caráter destrutivo e predatório do capital, mas é preciso que tenhamos uma noção da escala do problema que estamos a enfrentar: ontem nós ultrapassamos a marca de mais de 2500 mortos na Índia em uma onda de calor inédita, essas pessoas não são mortes de tragédias naturais, porque essa tragédias não podem ser consideradas naturais, devem ser lembradas como vitimas de assassinato pelo capital, em particular pelo seu braço que atinge mais longe, que é a industria de combustíveis fosseis”, apontou Alexandre Costa.

Organizado pelo Setorial Paulo Piramba, o Encontro tem o desafio de discutir o atual modelo de civilização capitalista e industrial, responsável por desastres catastróficos, crise alimentar e energética, poluição e acidificação dos oceanos, extinção acelerada de formas de vida num ritmo comparável às grandes transformações da história geológica da Terra, entre outros aspectos de uma crise civilizatória, com impactos sociais, econômicos e ambientais, estabelecendo articulações e “pontes” entre diversas lutas socioambientais. Norteando os debates do encontro, a sua programação é dividida em seis eixos temáticos: Agronegócio x Soberania alimentar; Matriz Energética e Mudanças Climáticas; Crise Hídrica; Povos originários e Comunidades Tradicionais; Cidades Ecossocialistas; Oceanos e Zona Costeira.

 

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