Ocupar a Praia de Iracema com a Marcha da Maconha; para combater o tráfico e o extermínio nas periferias

O PSOL Ceará, saúda a organização da Marcha da Maconha em Fortaleza, a ser realizada neste domingo (24/05), e desde já convoca a sua militância e simpatizantes, do partido e da luta antiproibicionista, para ocuparem a Praia de Iracema pelo fim da guerra aos pobres e pela legalização das drogas.

Para nós o debate antiproibicionista tem um papel central na atual conjuntura, sendo fundamental no enfrentamento ao extermínio da classe trabalhadora, em especial das juventudes nas periferias.
 
A chamada guerra às drogas têm se demonstrado ineficaz mundialmente. Nela, enquanto aumentam o número de mortes, o faturamento do narcotráfico, bem como da indústria de armas, tem crescido assustadoramente. Toda política repressiva e punitiva aplicada pelo Estado Brasileiro, em um suposto combate ao tráfico, passa por uma seletividade punitiva, encarcerando e assassinando massivamente a juventude das favelas e periferias urbanas. 

O proibicionismo no Brasil apenas legitima um modus operandi violento e corruptor, incapaz de, apesar da ilegalidade, impedir o faturamento de mais 500 bilhões de dólares por ano ao Narcotráfico, uma grande corporação onde aqueles que morrem, ou que são duramente punidos – jovens negros residentes das periferias – atuam como varejistas, facilmente reciclados na economia do tráfico, enquanto os grandes “empresários” das drogas passam impunes por esse processo. Há, por tanto, uma grande rede bilionária, que diante da falta de regulamentação do Estado às drogas, emprega uma força de trabalho, precarizada, em uma exploração maciça, revelando novas formas de escravidão no modelo capitalista.

Mas não se trata de um setor isolado da economia, ou de agentes clandestino, nessa grande rede inclui: grandes bancos, o sistema financeiro, as indústrias de armas e os Estados burgueses; seja faturando com a guerra às drogas, movimentando o capital financeiro através da lavagem de dinheiro, impondo o controle a determinados setores da sociedade ou se eximindo da responsabilidade no tratamento de determinadas substâncias. Para nós, o debate da regulamentação das drogas deve ser encarado sem hipocrisia, dissipando a cortina de fumaça que ainda encobre o tema; o uso de drogas entorpecentes, das mais diversas matrizes, é comum em todas as comunidades humanas.

Defendemos que a discussão sobre política de drogas não pode se dar em uma perspectiva policial, mas sim como um debate de saúde pública e de redução de danos ao indivíduo e à sociedade, com a participação direta do Estado, através do fortalecimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps-ad) em contraposição às comunidades terapêuticas. Viva a Marcha da Maconha! Viva a luta Antiproibicionista!

 

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